GALL SENA

A VIDA É UMA OBRA DE TEATRO QUE NÃO PERMITE ENSAIOS…VIVA ANTES QUE SE FECHEM AS CORTINAS E A OBRA TERMINE SEM APLAUSOS

Archive for the ‘INTELIGÊNCIA EMOCIONAL’


COMO MELHORAR A SUA AUTO-ESTIMA

1. Transforme os lamentos em decisões. Deixe a atitude passiva de lado e assuma para si a responsabilidade de promover mudanças.

2. Escolha objetivos possíveis, mesmo que você tenha que conquistá-los pouco a pouco. Metas inatingíveis são o caminho mais fácil para a frustração e uma nova recaída na auto-estima.

3. Trabalhe seu auto-conhecimento questionando sobre seus valores e analisando o que é realmente importante para você. Isto vai ajudá-lo a tomar decisões e mudar atitudes.

4. Assuma seus defeitos e se aceite do jeito que você é. Não se trata de ser acomodado, pelo contrário. Tente melhorar o que for possível, mas não exagere buscando perfeição em tudo. Essa busca é infinita, e você pode estar desperdiçando tempo e esforços que poderiam ser dedicados a outras atividades mais produtivas e prazeirosas.

5. Encare o fracasso como algo normal. Aproveite-o como uma lição valiosa para encarar os novos desafios, e não como prova de incapacidade.

6. Expresse suas opiniões, desejos. Por outro lado, respeite as opiniões de outras pessoas. Respeitar não significa que você deva concordar necessariamente com elas.

7. Diversifique e amplie suas relações.

8. Pequenas atitudes podem significar muito: um telefonema, uma festa com os amigos, arrumação do quarto, etc.

Atenção:

1. Dê um passo de cada vez. Querer resolver tudo de uma vez na maioria das vezes não é uma atitude realista.

2. Não caia na tentação do álcool para esquecer os problemas e obstáculos. O melhor é enfrentá-los de forma otimista, sem subestimá-los ou, ao contrário, achar que são intransponíveis.

(Autor Desconhecido)
Fonte: http://www.superfrases.com/article/sabedoria/4765/

7 CARACTERISTICAS DAS PESSOAS BEM SUCEDIDAS

O que faz uma pessoa ser bem sucedida? Vários fatores contribuem para que isso aconteça. Mas existem algumas características que essas pessoas têm em comum. Veja, abaixo, quais são elas:

1 - Todas elas trabalharam duro para chegar lá. Não há dinheiro fácil no mundo. O sucesso exige trabalho duro, e só é alcançado pelos que se dispõem a enfrentar esse trabalho.

2 - Pessoas bem sucedidas são honestas. O sucesso por meios desonestos dura pouco. O vendedor mentiroso e enrolador pode garantir a primeira venda, mas certamente nunca irá criar uma clientela…

3 - Pessoas bem sucedidas são perseverantes. Tentam até conseguir.

4 - Pessoas bem sucedidas são, na maioria das vezes, amigáveis e gostam de pessoas. É isso que permite que tenham facilidade em estabelecer contato e em liderar outros, quando necessário.

5 - Pessoas bem sucedidas gostam de aprender novas coisas. Durante toda a vida. Aprender significa crescer.
Curiosidade intelectual é a chave para uma das maiores vantagens na competição profissional - a informação atualizada. Aprender significa não só adquirir novos conhecimentos profissionais. Significa, também, aprender com os próprios erros.

6 - Pessoas bem sucedidas sempre entregam mais do que prometem. Essa é uma regra de ouro - prometa a menos, entregue a mais. Assim, você não cria expectativas desnecessárias. E, ao entregar o que prometeu, causará uma agradável surpresa ao entregar mais do que prometeu.

7 - Pessoas bem sucedidas procuram soluções quando encontram um problema pela frente. Não perdem tempo se queixando, porque vêem os problemas como oportunidades de se superarem. Assim, as pessoas bem sucedidas são, normalmente, aquelas que acham soluções - enquanto o resto se queixa…

Conhecendo essas características, faça uma pequena avaliação de si mesma. Qual delas é mais importante para você? Qual é a que você considera indispensável? Qual você gostaria de incorporar ao seu comportamento
profissional? Que tal escolher uma delas e “trabalhar” no seu desenvolvimento durante o próximo mês? Se você realmente se aplicar, verá que os resultados podem ser muito bons.

(Autor Desconhecido)
Fonte: http://www.superfrases.com/article/sabedoria/4772/

DEPRESSÃO: DOENÇA OU CAPACIDADE?

Nova visão de um problema, novas possibilidades

Trechos de um livro de Richard Bandler que alteram dramaticamente a compreensão do que é o processo de estar deprimido - e portanto o que pode ser feito para lidar com ele.

Pneus podem causar depressão?

Cena vez, perguntei a um homem de que maneira ele ficava deprimido, e ele respondeu: “Bom, quando entro no meu carro e descubro que um dos pneus está arriado”. Bem, é verdade que isso é desagradável, mas não me parece o suficiente para se ficar deprimido. Como é que você faz para que se torne deprimente de verdade?

Eu sei que para cada uma das vezes que o seu carro quebrou houve centenas de vezes em que ele funcionou à perfeição. Mas, ele não pensava naquele momento sobre isso. Se eu conseguir com que ele pense em todas as ocasiões em que o carro funcionou bem, ele não ficará deprimido.

O que é preciso fazer para se deprimir?

Fui certa vez consultado por uma mulher que dizia estar deprimida. “Como é que você sabe que está deprimida?” Ela me olhou e respondeu que o seu psiquiatra havia-lhe dito. Eu disse: “Talvez ele esteja errado; talvez você não esteja deprimida; talvez isto seja estar felizl”. Ela olhou para mim, levantou a sobrancelha e disse: “Acho que não”. Mas ela não havia respondido à minha pergunta: “Como é que sabe se está deprimida?”. Se você estivesse feliz, como saberia?” “Você já esteve feliz alguma vez?”

Descobri que a maioria das pessoas deprimidas teve tantas experiências agradáveis quanto as outras pessoas, só que quando elas se lembram dessas experiências acham que não foram tão agradáveis assim, na realidade. Em vez de usarem lentes cor-de-rosa, usina lentes cinza. Conheci uma senhora maravilhosa que colocava uma coloração azulada nas experiências desagradáveis e uma rosa nas que eram agradáveis. Ela classificava-as bem. Ao se lembrar de algo, e mudar a sua cor, a lembrança era completamente transformada. Não sei lhes dizer por que funciona, é assim que ela o faz subjetivamente. 

16 anos ou 25 horas de depressão?

A primeira vez que um dos meus clientes disse: “Estou deprimido”, respondi: “Oi, sou Richard”. Ele parou e disse: “Não”. “Não sou?” “Espere um pouco. Você está confuso.” “Não estou confuso. Está tudo muito claro para mim.” “Sinto-me deprimido há 16 anos.” “Muito interessante! Nunca dormiu durante todo este tempo? ” A estrutura do que ele estava dizendo era a seguinte: “Eu codifiquei a minha experiência de tal maneira que estou vivendo na ilusão de manter o mesmo estado de consciência por 16 anos”. Eu sei que ele não está deprimido há 16 anos. Ele tem de almoçar, se chatear e outras coisas mais. 

Tentem manter o mesmo estado de consciência por 20 minutos. Gasta-se muito dinheiro e tempo para aprender a meditar para manter o mesmo estado durante uma ou duas horas. Se uma pessoa ficasse deprimida durante uma hora seguida, nem mesmo seria capaz de percebê-lo porque a sensação se tornaria um hábito, ficando assim imperceptível. Se fazemos algo durante muito tempo, não seríamos mais capazes de percebê-lo. Isto é o que o hábito faz, mesmo a nível de sensação física. Assim, eu sempre me pergunto: “Como esta pessoa pode acreditar que tem estado deprimido todo este tempo?”. 

Pode-se curar algo que na verdade a pessoa nunca teve. “16 anos de depressão” podem ser, na realidade, apenas 25 horas de depressão. Porém, se aceitarmos a afirmação deste cliente de que “Estou deprimido há 16 anos” sem questionar, estaremos aceitando a pressuposição de que ele tenha mantido um mesmo estado de consciência por tanto tempo. E, se partimos do princípio de que o objetivo é torná-lo feliz, estaremos tentando colocá-lo permanentemente em outro estado de consciência. Talvez até se consiga fazê-lo crer que é uma pessoa feliz o tempo todo. Podemos ensinar-lhe a recodificar todos os momentos da sua vida como felizes. Não importa o quanto ele se sinta infeliz, pensará que está feliz o tempo todo. Na realidade, nada mudou para ele no presente - apenas quando ele pensa no passado. O que aconteceu foi que lhe demos uma nova ilusão para substituir a anterior.

Pode estar faltando o que fazer

Muitas pessoas sentem-se deprimidas porque têm uma boa razão para tal. Muitas têm vidas vazias, sem nenhum sentido e sentem-se infelizes. O fato de conversar com um terapeuta não mudará em nada essa condição, a não ser que a pessoa passe a viver de maneira diferente. Se alguém prefere gastar dinheiro em terapia, em vez de gastá-lo para divertir-se, não se trata de uma deficiência mental, mas de estupidez! Se você não fizer nada, é claro que ficará entediado e deprimido. Um exemplo extremo disto é a catatonia.

Como ficar deprimido

Quando alguém me diz que está deprimido, faço o de sempre: quero descobrir o que ela faz para ficar deprimida. Acho que se puder refazer os seus passos de maneira metódica e descobrir o que esta pessoa faz tão bem que possa repeti-lo, então posso dizer-lhe o que fazer para mudar a maneira de agir, ou achar alguém que não esteja deprimido e descobrir o que este faz para não ficar. Algumas pessoas ouvem uma voz interna, que parece lenta, dar-lhes a lista do que fizeram de errado. É muito fácil ficar deprimido, assim. É como se tivessem alguns dos meus professores de faculdade dentro da cabeça. Não é de admirar que estas pessoas sintam-se deprimidas. Às vezes a voz interna é tão baixa que a pessoa não se dá conta até o momento em que você lhe pergunta. E, como se trata de uma voz inconsciente, terá um efeito muito mais forte do que se fosse consciente - o impacto hipnótico será mais profundo ainda. 

Se uma das suas clientes tem uma voz interna que a faz ficar deprimida, tente aumentar o seu volume para que perca o seu impacto hipnótico. Em seguida, mude o tom de voz, para que se torne amistoso. A sua cliente se sentirá bem melhor, mesmo que a voz continue a recitar listas das suas falhas. 

Muitas pessoas deprimem-se com imagens, e há toda uma série de variações. A pessoa pode criar colagens de todas as vezes em que falhou no passado, ou criar milhares de imagens de como as coisas poderiam ser ruins no futuro. Pode-se olhar para qualquer coisa do mundo real e sobrepor uma imagem da maneira como aquilo será em 100 anos. Vocês certamente já ouviram falar em “começarmos a morrer na hora em que nascemos”. Esta é genial.

Richard Bandler

No livro Usando sua Mente - Coisas que você não sabe que não sabe (Summus)

CRENÇAS PARA A SUA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

Inspirações dos outros

 ”Se levado a sério, torna-se uma brincadeira. Se levado na brincadeira, torna-se um caso sério.”

Do site da ABUL (ultraleves)
 

“Primeiro você faz o que lhe dá medo, depois ganha coragem. É assim que funciona.”

Personagem de George Clooney no filme Os Três Reis.

 

“Todos os problemas contém em si a semente da oportunidade.”

Deepak Chopra

No livro As Sete Leis Espirituais do Sucesso

“Quando você compreende verdadeiramente que existe um número infinito de possibilidades em qualquer situação dada, você pode encontrar soluções onde até agora era totalmente impossível encontrá-las”

Eva Pierrakos

No livro O Caminho da Autotransformação

“Não acredito que existam pessoas loucas. Elas apenas aprenderam a fazer o que fazem”

“As pessoas funcionam perfeitamente bem. Talvez eu não goste do que elas fazem, e tampouco elas, mas conseguem repetir o seu comportamento de maneira sistemática”

Richard Bandler

“O cérebro não distingue entre sentimentos que você gosta e sentimentos que você não gosta. Ele simplesmente aprendeu a associar certos sentimentos a certas experiências”

  Richard Bandler e Will McDonald

No livro An Insider’s Guide to Submodalities (Meta Publications)

“O passado serve para aprendermos com ele; o futuro é objeto de planejamento. É no presente que vivemos. É aqui e agora que podemos interferir no mundo à nossa volta e em nós mesmos, que podemos produzir e provocar mudanças”

 Brian Weiss

No livro Meditando com Brian Weiss

“Se uma coisa é boa, mais dessa mesma coisa não é necessariamente melhor” 

Fritjof Capra

“Você é a única pessoa com quem é obrigado a acordar todos os dias de manhã… e como vai fazer isto o resto da sua vida, é melhor que o faça com prazer.”

 Citado sem menção do autor em PNL – A Nova Tecnologia do Sucesso, Steve Andreas e Charles Faulkner (orgs.- Ed. Campus)

ESTRATÉGIAS PARA EMERGÊNCIAS EMOCIONAIS

31 possibilidades para lidar com estados difíceis

 

Depoimentos

“Quero elogiar a matéria Emergência Emocional, tive a oportunidade de fazer uso de alguns dos itens. Esta matéria vou imprimir e deixar sempre à mão para ‘emergências’. Foi muito útil.”

Viviane Arana

Passos/MG

Emoções são energias muito poderosas, que merecem respeito. Elas lembram vulcões: às vezes uma entra em erupção e podemos reagir a ela com pensamentos ou escolhas que nem sempre são os melhores. Nesse caso, convém restabelecermos logo o nosso centro, o nosso eixo, e se possível também conseguindo algo de bom com a situação. O fato de nossas emoções serem processos em andamento, isto é, estão acontecendo agora, momento-a-momento, permite-nos influenciar nosso sistema mente/corpo em uma direção escolhida.

Para fazer uma transição para um estado melhor rapidamente, você pode experimentar uma ou mais das 31 possibilidades abaixo. Como é você que está aí dentro para ter as percepções, só você pode saber qual estratégia é melhor; sugiro que você experimente e descubra o que funciona para o que quer. Antes, e como agimos a partir da combinação de pequenas ações disponíveis, faça um pequeno teste para você saber com o que está podendo contar.

Verificação de ações básicas disponíveis

Tente executar cada comportamento descrito abaixo. Se algum lhe parecer óbvio ou “bobo”, ótimo, isto significa que o domina tão bem que está sob seu total controle.

Controle motor

1) Encoste a ponta de dois dedos, como indicador/indicador. De olhos fechados, lentamente, afaste-os cerca de 20 centímetros e encoste as pontas novamente, Faça 3 vezes.

2) O mesmo, para dedos distintos, como mínimo e indicador. Faça 3 vezes, lentamente.

Imaginação e diálogo interno

1) Imagine uma praia qualquer ou alguma outra cena de natureza, como uma paisagem de cachoeira. A idéia aqui é verificar a geração de imagens internas voluntariamente, por escolha. Se lhe ocorrer alguma outra paisagem bonita, esteja à vontade.

2) Gere o pensamento verbal: “Eu tenho escolhas quanto a pensar verbalmente”.

Atenção

1) Dirija sua atenção para os canais sensoriais, em seqüência: preste atenção em algo que está vendo, depois em algo que está ouvindo, depois em uma sensação corporal, como um ponto de contato dos pés. Depois, repita: algo visual, algo auditivo, outra sensação.

2) Temos receptores na pele para cada tipo de sensação: tato, dor, pressão, calor e frio. Procure sensações de cada tipo de sensor e tente notá-las. Isto não é muito fácil, portanto, se você notar por um momento apenas, já conta. Se preferir, pode usar as papilas gustativas. Beba ou coma algo como café, água ou biscoito e note uma sensação entre doce, salgado, azedo e amargo. Aqui você tem também as opções de tato, pressão e temperatura.

Use os resultados do teste para lhe apoiar na escolha de uma ou mais dentre as 31 opções sugeridas abaixo. 

Estratégias

1) Brainstorm - Pegue papel e caneta e escreva tudo que lhe vier à cabeça. Depois jogue tudo fora. Pode ser ainda melhor queimar as folhas, com toda a segurança, é claro. Expressar às vezes basta. Veja também Criatividade - Páginas matinais.

2) Observar o presente - Direcione sua atenção para o momento presente e o ambiente externo. Olhe em volta, verificando se está tudo em ordem por ali. Às vezes ficamos inquietos com relação ao futuro, e se está tudo em ordem no presente ainda dá pra fazer alguma coisa. Veja também Suas capacidades - Projeção do futuro.

3) Dê-se prazer - Pense em alguma coisa que lhe dê muito prazer sensorial e esteja acessível: uma comida, uma fruta, sorvete, banho quente, até água. Dê-se o que escolher, sinta o maior prazer que for possível e fique um minuto usufruindo, também da melhor maneira possível.

4) Exercício de integração dos lados direito e esquerdo do cérebro - De pé, sucessivamente levante um joelho e toque-o com a palma da mão do lado oposto, isto é, palma da mão direita no joelho esquerdo e vice-versa, depois faça o mesmo para a outra perna/braço. Comece devagar e vá aumentando a velocidade gradativamente.

5) Acredite - Às vezes não agimos por falta de uma crença na possibilidade de achar uma solução. Para lidar com isso você tem a opção de, por alguns momentos, agir como se houvesse, como se fosse possível, para direcionar sua mente. Todos praticamos isso desde criancinha, seja brincando de boneca ou de médico. Também funciona a disposição de estar aberto a acreditar.

6) Ria - Veja, assista ou leia algo de humor. O riso alivia e até cura. Se quiser, pode começar pela nossa seção Humor.

7) Auto-conhecimento - Ligue a “câmera mental” e procure informações sobre o que está fazendo internamente. Você pode fazer perguntas: “Em que estou pensando?” “O que estou imaginando?” “Que filme estou repetindo?” A simples conscientização do processo de pensamento pode resolver em poucos segundos e, se não, proporcionar informações importantes para o que fazer.

Por exemplo, verifique se há alguma “voz” interna lhe dizendo que fez algo errado e lhe criticando ou condenando por isso. Se houver, você pode escutá-la, desligá-la, brincar com ela mudando sua origem (por exemplo, para o dedão do pé) ou sua tonalidade (por exemplo, tornando amigável e carinhosa) ou ainda algo que lhe ocorrer de fazer no momento. Se puder identificar algum personagem interno como origem da voz, melhor (pai, mãe, etc.). Isso pode ser novo para você, experimente um pouco antes de jlugar esta opção.

Outra possibilidade é você estar reagindo a um futuro projetado. Veja a matéria  O futuro se abriu em possibilidades.

Numa dessas situações, descobri como fico em dúvida: diante de duas opções para um decisão importante, minha atenção, meu foco, ficava alternando rapidamente entre imagens internas das duas, sem se fixar. Só que eu continuava fazendo isto mesmo depois de escolher! Só de descobrir já foi um alívio. Se você ficar assim com estas 30 opções, lembre-se de que ficar indeciso pode ser pior do que arriscar-se em alguma escolha.

8) Algo de bom? - Pergunte-se: “O que essa emoção pode conter de benéfico para mim?” Apenas escute a resposta. Se vier uma e você concordar com ela, faça a dica abaixo: renda-se, permita a ação da emoção.

9) Gaste energia -  Faça uma caminhada, corra, dance, vá para a academia ou pratique um esporte, para gastar a energia acumulada.

10) Espere passar - Tem coisas que acontecem com as quais não precisamos fazer nada, apenas esperar, como um temporal.

11) Interprete melhor - Às vezes interpretamos o que estamos sentindo, em particular dando nomes e descrições. Podemos nos sentir não muito bem devido a uma interpretação errada ou distorcida do está acontecendo. Mudando a interpretação, descobrimos novas opções, como ao chamar uma situação de “oportunidade”, ao invés de “problema” .

Tente dar um nome melhor à emoção, algo melhor do que, por exemplo, “sensação ruim”. Se achar que ajuda, veja esta Lista de emoções/sentimentos/estados. Outra possibilidade é que esteja havendo uma combinação de emoções, tristeza com raiva, angústia com desânimo. Pergunte-se: há alguma outra emoção  associada?

Já me ocorreu de me julgar como “sentindo mal” durante algum tempo para depois descobrir que o que estava acontecendo era um processo de crescimento, algo bom estava a caminho, e eu apenas interpretava aquelas sensações como ruins. Muitas vezes acabou vindo algum insight, alguma luz sobre mim mesmo ou sobre alguma questão.

Pode ser também que o que você está sentindo seja algo novo. Considere, por exemplo, uma adolescente em fase de primeira menstruação, com o corpo passando por grandes mudanças: deve haver um bocado de sensações novas.

Outra possibilidade de interpretação é a de que algo velho e não mais útil em sua mente esteja indo embora, e isso pode provocar movimentação interna, com sensações (você já sentiu algo por ocasião de alguma mudança, como de uma crença?). Apegar-se pode significar obstruir a sua evolução, o seu crescimento.

12) Expectativas - Por acaso você está tendo expectativas de que a sua vida seja uma linha reta? Tipicamente um ser humano normal passa por vários estados durante um simples dia: ri, zanga-se, acalma-se, esquenta, esfria, excita-se, anima-se… Uma pessoa com expectativas exacerbadas de estabilidade pode não se sentir bem apenas pela variação de estados, porque não aconteceu como esperava. A verdadeira causa do problema são as expectativas frustradas, que acabam por manter o estado que passaria naturalmente se elas não existissem.

Procure ajustar também as suas expectativas de defasagem entre influência e efeito, isto é, o tempo entre a influência que você vai exercer no seu sistema mente/corpo e a obtenção de resultados. Essa defasagem varia de pessoa para pessoa e até para uma mesma pessoa, e nem sempre é possível prevê-la.

13) Segmente - Uma pessoa em dificuldades emocionais pode estar lutando contra o que ela é, contra a vida e outras coisas grandes e abstratas. Mas nossa vida, na verdade, é movida a pequenos comportamentos, pequenas ações. Cada coisa que construímos é feita palmo a palmo, passo a passo, segundo a segundo. Uma frase que me inspirou muito foi “O sábio faz pequenas coisas”. Se há 40 e-mails para ler, só é possível ler o próximo. Se há um prédio a construir, ponhamos o próximo tijolo 

Se isso está ocorrendo com você, decida o que fazer apenas para o próximo minuto, ou menos, se for o caso. Calma!

14) Controle da respiração - Emoções se refletem no corpo, e vice-versa. Controlando o corpo, você pode induzir mudanças na mente. Uma forma de fazer isso é direcionando sua atenção para a respiração. Aos poucos vá aprofundando, expandindo-a, e tornando-a mais lenta. Respire com o abômen. Já apliquei esta opção para acalmar uma criança.

15) Mude sua postura - Outra forma de atuar no corpo. Endireite a coluna e os ombros, respire como quem está no controle, assuma uma posição de força. Nosso corpo e nossa mente são tão interligados que por vezes somente uma mudança de fisiologia já impulsiona uma melhora. Sobre isso, veja o cartoon Peanuts, na seção Humor.

16) Relaxe na postura. Mais uma atuação no corpo. Procure e solte partes tensas do corpo onde possível, na postura em que estiver. Você pode combinar esta com alguma outra, sem contar que você pode fazê-la agora.

17) Medite - Fique alguns minutos prestando atenção nas sensações do ar saindo e entrando pelo nariz. O “alguns” é indefinido mesmo, para que você não precise marcar o tempo. Já usei esta alternativa, entre outras situações, para “esfriar” a cabeça entre duas reuniões difíceis e para fazer transições trabalho-casa. Saiba mais.

18) Esqueça de si - Vá cuidar de alguém que precise. Muitas vezes, conseguimos nos desligar de um problema e paramos de alimentá-lo direcionando a atenção para algo fora de nós. Nem precisa ser uma pessoa; uma vez, e até sem intenção, me senti muito melhor após tirar uma letra de uma música em inglês.

19) Leia um bom livro e/ou assista a um bom filme. Quem disse que fugir é ruim?

20) Faça a Auto-hipnose de Betty Erickson. Esta é poderosa.

21) Aplique a experiência - Pesquise na sua memória uma situação parecida e solucionada por você e aplique uma  estratégia semelhante.

22) Estratégia de outro - Verifique se conhece alguém que já teve e solucionou questão semelhante e faça o que ele ou ela fez.

23) Outro ouvido - Ligue para ou chame um amigo ou amiga, pergunte se lhe empresta o ouvido por alguns minutos e fale tudo que lhe vier à cabeça. Esta é outra forma de expressar.

24) Verificação sensorial - Dedique algum tempo a investigar como a emoção se manifesta no corpo: sensações, tensões, localização, intensidade, extensão. Essa é uma forma de meditação, além de enriquecer sua auto-percepção corporal.

25) Renda-se - Uma idéia, uma atitude de Isabel Allende, autora de A Casa dos Espíritos e outros: relaxe e renda-se, entregue-se, permita o fluxo da energia, da melhor maneira possível. 

26) Trabalhe com uma metáfora: se a emoção fosse um lago ou um vulcão, como estaria? Se estiver turbulento, experimente acalmá-lo e fazer outras mudanças no cenário.

27) Veja a matéria Lidando com a ansiedade. Coisa rápida, para se fazer em segundos.

28) Desligue-se - Durma ou deite-se e descanse um pouco. Certos processos passam só de não ficarmos pensando neles.

29) Mude de ambiente - Muitas vezes criamos associações com o ambiente ou elementos deste (âncoras). Um boa alternativa pode ser sair do ambiente normal. Pense em ir para o mato, estar mais próximo da natureza.

30) Solução espiritual - de acordo com suas crenças, peça ajuda. Busque adotar uma atitude de abertura, receptividade, permissão e aceitação dessa ajuda. A permissão é importante, porque às vezes queremos mudar algo ao mesmo tempo em que tememos a mudança; algo como pisar simultaneamente no acelerador e no freio.

31) Você pode estar com algum problema orgânico cujos sintomas não conhece, pense em procurar um médico.

Uma vez que você tenha se ajustado, tem várias alternativas: voltar ao que estava fazendo, escolher outra coisa ligada aos seus objetivos para fazer, investir mais em auto-conhecimento (se usou a câmera mental), outra coisa interessante. O mais importante é ter restabelecido sua liberdade de escolher e, se possível, ter usado a situação para algum propósito útil, como aprender ou simplesmente ter vencido, o que acho que é dos maiores prazeres: fazer limonadas com os limões que a vida nos apresenta.

Para finalizar, transcrevo a conclusão de sugestões semelhantes feitas em um fórum para uma pessoa não muito animada para viver:

“Espero realmente que você resolva viver, porque:

1) Acredito profundamente na capacidade de todo ser humano de fazer coisas pequenas e grandes, superar obstáculos e crescer com eles (”fazer limonadas com os limões”). Mais que acredito - por tudo que já vi, conheci e aprendi, sei.

2) Estamos fazendo diferença e mudando o mundo a cada escolha que fazemos, devido aos desdobramentos futuros de pequenos atos (veja a história do cachorro que mudou o mundo).

3) Você ainda vai ajudar muitas pessoas, seja contando sua história e como venceu seus momentos difíceis, seja estando presente em momentos em que elas só vão ter você como apoio.”

Virgílio Vasconcelos Vilela

VENCENDO MEDOS PERCEPTIVOS

Lições de uma montanha-russa

A situação era peculiar: do lado de fora de um parque de diversões, eu olhava a montanha-russa: um carrinho estava subindo, lentamente. Ele fez a curva ao final da subida e, ainda bem lentamente, foi se movendo em direção à próxima curva. Ao fazer esta, o carrinho despencou, as pessoas gritaram e foi então que senti o maior frio na barriga. Estranhei, porque eu estava com os pés firmes no chão, como é que podia estar reagindo ao que estava acontecendo a 50 metros com outras pessoas? Investigando meus processos mentais e minha percepção, achei uma possibilidade de explicação para o fato, bolei uma solução, testei-a e na mesma hora passou o efeito. Essa solução, que testei em outras situações semelhantes, é o que descrevo aqui.

Fundamentos

Entender o que fiz requer saber duas coisas sobre o funcionamento da nossa inteligência: os modelos mentais e a dinãmica da atenção. 

O primeiro fato é que não operamos diretamente no mundo, e sim a partir das percepções que temos do mundo e o que fazemos com essas percepções, que compõem os nossos modelos mentais. Sem modelos mentais não poderíamos fazer nada; tente por exemplo tomar uma decisão qualquer só com o que você percebe no presente. Mesmo se for saciar uma simples sede, você precisa ter um modelo mental da sua casa ou do ambiente em que está e das opções potáveis que existem. Quando não tem, sai procurando (talvez e somente se a sede for suficientemente intensa!). Se é uma decisão de maior impacto, como casar-se, você precisa ter um modelo mental atraente da futura vida, ou certamente não se casará, a menos que obrigado, seja por si mesmo ou por outras pessoas.

O outro aspecto da inteligência é a dinâmica da atenção e da percepção. Agora o foco de sua atenção está neste escrito, mais especificamente nesta palavra, agora nesta, agora nesta, e neste exato momento nesta… Ou seja, sua atenção segue um fluxo no tempo. Esse fluxo pode ser mais ou menos estruturado. Quando lê, por exemplo, sua atenção é conduzida pelo nosso padrão de escrever de cima para baixo e da esquerda para a direita e é estruturada. Quem está dirigindo um automóvel pode ter a atenção estruturada ou reativa. Se o motorista segue um padrão de olhar para a frente e de vez em quando olhar os retrovisores, seu fluxo de atenção é estruturado. Quando vê um pedestre em situação perigosa, a tendência é concentrar a atenção nele e esquecê-lo assim que não for mais importante, o que caracteriza direcionamento reativo da atenção. Dirigir é uma combinação de direcionamento estruturado e reativo, como você pode notar. Outra possibilidade para o direcionamento da atenção é a escolha pura e simples. Por exemplo, você pode prestar atenção em qualquer parte deste texto, a qualquer momento, nada lhe prende ou limita exceto sua decisão de fazê-lo ou não.

A realidade via de regra proporciona muitos estímulos visíveis, audíveis e sensíveis, alguns dos quais podemos ignorar e outros não. A percepção de um ser inteligente, portanto, deve se alternar um bocado no dia-a-dia. Se você ao ler isto ouvir um barulho, sua atenção naturalmente vai se desviar por um momento para interpretar o estímulo e avaliá-lo, porque pode ser uma explosão ou outra ameaça ou simplesmente por curiosidade. O processamento dos estímulos que nos chegam pode ser inconsciente, isto é, nossa mente pode filtrar os estímulos que chegam ao consciente, só deixando chegar a nós os importantes. Isso tem características de habilidade, é aprendida e amadurecida, podendo ser treinada intencionalmente.

A característica dinâmica da atenção tem várias implicações. Por exemplo, pessoas que reagem a qualquer estímulo em geral, sem filtros de importância treinados, podem ter dificuldades de concentração em ambientes ruidosos. Já fiz e já vi outras pessoas saírem do foco e não perceberem: você está falando com ela e de repente ela vê algo e faz um comentário estranho à conversa, como se nada mais estivesse acontecendo. O nosso próprio nome é um estímulo ao qual dificilmente deixamos de responder desviando a atenção; também já vi um educador usar o nome da pessoa com freqüência ao falar com ela, o que suponho que seja uma forma de prender a atenção da pessoa. 

O fluxo de atenção por si também é muito, muito importante, porque há um bocado de coisas que acontecem no nível inconsciente, como por exemplo sentir os pés no chão e perceber tensões no corpo, entre outras. Para verificar isso, dê uma geral no seu corpo procurando por alguma parte tensa. Muitas pessoas não incluem, por exemplo, a testa no seu fluxo de atenção, e nem percebem que a franzem quando falam ou cantam. Esse fluxo da atenção é extremamente rápido, e às vezes só notamos quando ele não acontece, como quando estamos tão ligados em algo interessante que esquecemos todo o resto.

Ambos, modelos mentais e atenção são processos, e por isso não são ruins, bons nem algo entre esses extremos; são como ferramentas cuja utilidade depende da forma como são usadas. Os dois trabalham juntos para formar nossa percepção, como os pólos de um imâ, e isso tem várias utilidades. É por meio deles que conseguimos, por exemplo, nos colocar no lugar do outro e ver do ponto de vista dele, o que é chamado na PNL de posição perceptiva. Note a combinação desses dois recursos ao assistirmos um bom filme. “Entramos” no filme e passamos a viver dentro do modelo mental do filme. Para conseguirmos isso, temos que deixar de prestar atenção no nosso próprio corpo e no ambiente. Experimente assistir a um filme notando de vez em quando onde está. Acredito que foi por isso que um filme do Arnold Schwarzenegger fracassou, um que seu personagem saía de uma tela de cinema e ia para a “realidade”: os espectadores eram lembrados de que estavam em um cinema, “desligando” o modelo mental do filme.

O problema compreendido e solucionado

Foi com base nessas compreensões que eu pude entender como conseguia sentir frio na barriga apenas olhando a montanha-russa, e o sucesso da minha intervenção sustenta sua validade. Descrevendo passo a passo, eu percebi que tinha feito o seguinte:

- Olhei a montanha-russa, com foco no carrinho.

- Quando ele começou a descida, eu me coloquei na posição perceptiva de estar dentro do carrinho. Ao fazer isso, mesmo que por um segundo, o fluxo de minha atenção deixou de passar pelo meu corpo e qualquer outra coisa, e o modelo mental pareceu real naquele momento

- Reagi à “realidade” do meu cenário interno do momento com uma reação semelhante à que teria se estivesse realmente acontecendo.

Devo fazer isso muito bem, porque comecei a ver o que eu veria, ouvir o que ouviria e sentir o que eu realmente sentiria se estivesse lá, apenas com menor intensidade. Uma habilidade desenvolvida, creio eu, daquelas que não se sabe quando foi aprendida.

Pensei então: se enquanto eu olho o carrinho eu mantiver minha referência de realidade direcionando a atenção para o contato dos pés com o chão, o frio não vai acontecer. Fiz isso e foi um sucesso imediato, não tive mais qualquer sensação incômoda.

Posteriormente teste novamente essa estratégia em um lugar alto, com o mesmo bom resultados. Para mim foi muito útil: imagine o que senti, com essa habilidade antes inconsciente de entrar em uma posição perceptiva, ao assistir um documentário de meia hora sobre escaladores de prédios!

Caminhos

Caso você tenha medos e frios na barriga ou em outros lugares e quiser experimentar o que fiz, há pelo menos dois caminhos. Um é esperar acontecer e conscientemente direcionar a atenção de vez em quando para as sensações nos pés ou alguma outra do momento presente. Outra é praticar essa estratégia em um contexto de treinamento e transformá-la em habilidade ou até reflexo. Para isso basta você simular situações variadas. Como você viu, com a nossa capacidade de simular realidades alternativas, você pode fazer de conta que está no Everest e treinar lá – sem sair de casa.

Eu só não recomendo você transformar isso em reflexo condicionado, porque vai ter momentos em que você talvez queira ter a opção de poder entrar em uma realidade paralela, como ao assistir um filme ou ler um bom romance. Afinal, queremos não reduzir nossas possibilidades, e sim expandi-las.

Virgílio Vasconcelos Vilela